Corpo encontrado esquartejado é de corretora gaúcha que estava desaparecida em Florianópolis
Delegado fala sobre morte de corretora de imóveis morta em Florianópolis O corpo encontrado esquartejado em Major Gercino (SC), na tarde de quarta-feira (11),...
Delegado fala sobre morte de corretora de imóveis morta em Florianópolis O corpo encontrado esquartejado em Major Gercino (SC), na tarde de quarta-feira (11), é da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, que estava desaparecida em Florianópolis. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (13), que detalhou que dos cinco investigados do caso, três deles são apontados como autores do crime de latrocínio. Todos moravam no mesmo residencial que a vítima. A investigação chegou até eles após registro de boletim de ocorrência feito pela família na segunda-feira (9). A partir disso, a polícia identificou compras feitas no CPF de Luciani e prendeu inicialmente por receptação Ângela Maria Moro, de 47 anos, encontrada com pertences da vítima. No termo de audiência de custódia, obtido pela NSC TV, Ângela negou participação no crime. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Também foram presos Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho de porta da corretora, e a companheira dele, Letícia Jardim, de 30 anos. O casal fugiu de Florianópolis foi preso em Gravataí (RS). Matheus estava foragido desde 2022 por um latrocínio no estado de São Paulo. A mãe de Matheus, que chegou a ser ouvida como investigada, não responde até o momento a nenhum crime, assim com o irmão dele, um adolescente de 14 anos, encontrado com produtos comprados no nome de Luciani. A distância entre Major Gercino e Florianópolis é de cerca de 100 quilômetros. A investigação agora busca identificar onde e como a vítima foi morta e qual o trajeto feito pelos suspeitos até o local onde o corpo foi descartado. Desaparecimento e mensagens confusas Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pela investigação, o corpo da corretora foi avistado por moradores no córrego ainda na segunda-feira (9). Dois dias depois, na quarta (11), a Polícia Militar foi acionada e o retirou do local. A vítima morava sozinha na capital, na região da Praia do Santinho, e estava desaparecida desde 5 de março, quando foi vista pela última vez, segundo a Polícia Civil. A família da gaúcha registrou o caso na polícia após desconfiar de que alguém estaria se passando por ela no celular ao notar erros de português nas mensagens. Ao mesmo tempo, o irmão foi até o apartamento de Luciani e encontrou o imóvel com muita comida estragada na cozinha e louça suja acumulada na pia, com restos de alimentos, o que indica que não havia ninguém no local havia dias. Mensagem suspeita acendeu alerta à família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas Arquivo pessoal Como a polícia chegou até o residencial Ao monitorar as transações feitas no CPF de Luciani após o registro do desaparecimento, os agentes encontraram o adolescente investigado fazendo a retirada das mercadorias compradas em uma loja e constataram que ele era vizinho de Luciani. Entre os itens comprados no nome da corretora estavam TV, controle de videogame e um conjunto arco e flecha. O adolescente disse em depoimento que os produtos seriam destinados ao irmão, que ao longo da investigação, a polícia o identificou como foragido por outro latrocínio, ocorrido em 2022. "Também foi identificado que o irmão do adolescente, de 27 anos de idade, estava foragido do Estado de São Paulo, por ter cometido um latrocínio em 2022, na cidade de Laranjal Paulista, quando o proprietário de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça", diz a nota da delegacia. Os agentes foram até o residencial, onde encontraram Ângela, que se apresentou como responsável pelo local. O carro de Luciani, um HB20, também foi encontrado na pousada. Depoimentos também indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de dificultar o trabalho da polícia. "Os policiais ainda descobriram pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas, escondidos em outro apartamento, que estava desocupado e trancado, e estava sob responsabilidade da mulher", completou nota da corporação. Ângela disse na delegacia que os itens achados no apartamento desocupado foram colocados no local após o pedido de um inquilino. CPF de gaúcha desaparecida foi usado para compras online 'Pesso' e 'precionando': erros de português levaram família a registrar sumiço Família desconfiou do sumiço de gaúcha após ela não parabenizar mãe Luciani Aparecida Estivalet Freitas Redes sociais/Reprodução VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias